domingo, 14 de dezembro de 2014

Teatro no Museu

O espetáculo "Um Dia Assassinaram minha Memória", exibido no Museu Julio de Castilhos recebeu o Prêmio Açorianos de melhor espetáculo de 2014, além de melhor iluminação, melhor figurino, melhor trilha e melhor direção para Carlota Albuquerque e Décio Antunes.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Acervo em Foco

Dia da Imaculada Conceição, 8 de dezembro.

Dom João IV consagrou Portugal à Imaculada Conceição, padroeira de inúmeras cidades da colonização portuguesa em nossas terras. Esta imagem foi traduzida de diversas formas na iconografia barroca.

A peça barroca hispânico-guarani, que pertence ao acervo do Museu Julio de Castilhos é de uma Nossa Senhora da Conceição em um dos momentos culminantes da estatuária missioneira. A postura estática da virgem facilitou ao indígena sua identificação com o tema. Logrou ele, ainda sob a vigilância formal do europeu, a coincidência entre seu próprio rosto e o da personagem. Trata-se de uma virgem, porém de uma virgem cujos cabelos são os de uma índia. O perfil suprime qualquer dúvida. (Trevisan, 1980)

professor Gilberto Elias.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Formas do Tempo



Inaugurou nesta terça-feira (02/12) a Exposição Formas do Tempo, com curadoria de Marjane de Andrade. A Mostra, realizada em três salas expositivas do Museu Julio de Castilhos, celebra os trabalhos realizados pela oficina de Conservação e Restauração em Madeira – Ênfase em Móveis e Objetos, um curso voltado à conservação preventiva e restauração em madeira, nos seus 15 anos de criação, e que teve no período de 2003 a 2009 uma parceria com o Museu Julio de Castilhos na realização de oficinas abertas à comunidade.

A Exposição valoriza a cultura material, dando ao objeto cotidiano o seu lugar no espaço e tempo, procurando demonstrar ao visitante a produção, os materiais e as tecnologias empregadas no mobiliário exposto, relacionado-os com sua memória afetiva.

Venha conferir!

Local                  Museu Julio de Castilhos
                                         
           
Visitação             De 02 a 28 de dezembro de 2014
                            Terças a sábados das 10h às 17h

Entrada               Gratuita

         

domingo, 30 de novembro de 2014

Exposição: Formas do Tempo


A exposição é uma retrospectiva dos trabalhos realizados pela oficina de Conservação e Restauração em Madeira – Ênfase em Móveis e Objetos – iniciativa pioneira no Brasil de um curso voltado a conservação preventiva e restauração em madeira nos seus 15 anos de criação e que teve no período de 2003 a 2009 a parceria do Museu Julio de Castilhos na realização de oficinas abertas à comunidade. A possibilidade de aproximar alguns destes artefatos recuperados pelos alunos que participaram desta experiência em diferentes períodos com o público de um museu tem como objetivo promover a reflexão acerca da ideia da preservação, conservação e restauração de bens materiais de uso cotidiano e que remetem pelo período contemplado (final do século XIX a meados do século XX) a uma transição de um trabalho eminentemente artesanal para um período industrial.
O público, neste sentido poderá tomar contato com objetos que fazem parte da nossa memória coletiva e que passaram a ser produzidos pelos imigrantes que povoaram o estado. E, também por iniciativas como as de Johannes Heinrich Kaspar Gerdau, conhecido no Brasil como João Gerdau que trouxe para o Brasil, em 1908 o processo de fabricação que utiliza a técnica de tornear e vergar a madeira ao estilo do austríaco Michael Thonet.
Os artefatos que fazem parte da exposição nos possibilitam uma informação acerca dos materiais, técnicas, texturas e tonalidades das madeiras empregadas em cada um dos estilos apresentados e também  informações sobre os  usos e costumes característicos das épocas em que os objetos foram produzidos.
A exposição Formas do Tempo  procura, neste  sentido   valorizar  a  nossa cultura material e dar ao objeto cotidiano o seu lugar no espaço e  no  tempo, procurando aproximar esta produção daqueles que até podem não ter sido seus usuários diretos, mas que podem através das formas, materiais e tecnologias empregadas estabelecer um vínculo com um tempo, um lugar e com sua memória afetiva.

Formas do Tempo
Local - Museu Julio de Castilhos
Rua Duque de Caxias, 1231 – Centro Histórico –
Porto Alegre  - RS
Fone: 32215946

Abertura - 2 de dezembro (terça-feira) às 17h
Visitação - De 2 a 28 de dezembro de 2014
Terças a sábados das 10h às 17h
Entrada - Gratuita
Realização - Museu Julio de Castilhos
Apoio Cultural - Associação dos Amigos do Museu Julio de Castilhos e GDA StudioDesign
Curadoria - Marjane de Andrade

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Doação de lança Farroupilha

Museu Julio de Castilhos recebe doação de lança Farroupilha na Solenidade Oficial de Abertura da Semana da Consciência Negra em Porto Alegre. Foto: Leandro Osório/ Especial Palácio Piratini.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

FERROVIAS EM PERSPECTIVA


O INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO SUL conjuga-se com o MUSEU JÚLIO DE CASTILHOS para cumprir um dos mais caros objetivos da política cultural do estado: transversalizar a informação cultural, oferecendo ao público a presente publicação de RAFAEL LAUERMANN. Nesta “Ferrovias em Perspectiva“, LAUERMANN destaca o transporte ferroviário como fator de integração e desenvolvimento econômico no Rio Grande do Sul, o que explicita no subtítulo. Apoiando-se em cuidada bibliografia, aborda o tema com clareza e naturalidade.

Discute os conceitos de logística e de transportes; historia o processo de implantação e desenvolvimento do modal ferroviário no mundo, no Brasil e, particularmente, no Rio Grande do Sul; destaca seus efeitos no fomento ao mercado interno e à urbanização e examina criticamente a decadência da estrada de ferro em nosso país, abandonada pelos poderes públicos, afastada das políticas governamentais que optaram pelo oneroso transporte rodoviário.
Traz à discussão os sistemas de garantia de juros e o de arrendamento por longo prazo, mecanismos que o Brasil, no Império e na República, utilizou para atrair investimentos internacionais para viabilizar o transporte ferroviário.
Revela como Santa Maria tornou-se o centro ferroviário do estado e como, entre nós, se sucederam as diversas etapas do transporte pelo “trem” entre 1866 e 1957 e passa em revista os sucessos posteriores, como a RFFSA, a débâcle e a privatização.
Com a leitura da obra justifica-se porque a ferrovia foi tomada pelo imaginário da sociedade como sinônimo de progresso e modernidade e porque o sonho da ferrovia permanece na alma popular.
Uma das preocupações de LAUERMANN, atento à profunda impressão que o transporte ferroviário causou no ânimo do brasileiro, foi discernir o que, na consideração deste modal, é construção do senso comum e o que é obra do aprofundamento científico e o faz tendo como fio condutor as pautas da reflexão crítica.
O Autor retoma os estudos da ferrovia no âmbito amplo da integração geográfica e desenvolvimento econômico e social do estado e se duas das mais antigas instituições culturais do Rio Grande do Sul paraninfam a obra é por ser dever de ambas estimular o estudo, as pesquisas e as discussões que tenham como objeto o processo histórico sul-riograndense e o labor de LAUERMANN insere-se nesses objetivos.
MIGUEL FREDERICO DO ESPÍRITO SANTO
PRESIDENTE DO IHGRGS